Data Migration Assistant [DMA]–Preparando Ambiente para Migração para Azure SQL Database

Posted on março 2, 2017

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Introdução

Em continuidade ao post anterior aonde demonstro a utilização da ferramenta DMA para auxílio e plano de migração para o SQL Server 2016 – https://luanmorenodba.com/2017/02/21/data-migration-assistant-dma-realizando-migraes-para-o-sql-server-2016/ agora iremos verificar como a ferramenta pode de fato ajudar na migração das bases de dados para o Azure SQL Database.

Assim como anteriormente, iremos começar criando um projeto para identificar possíveis problemas e incompatibilidade do banco de dados porém antes de migrarmos para o Azure SQL Database, gostaria de ressaltar algumas recomendações importantes para que você possa realizar uma migração bem sucedida para a Cloud da Microsoft.

Recomendações Gerais para Migração

Algumas recomendações gerais para migração para o Azure SQL Database são:

  • CbM – Compress Before Migrate = Comprima antes de migrar, nesse caso é importante que você realize um performance review do banco de dados em questão assim como um baseline para verificar quais as métricas, utilização, carga e assim por diante entenda seu banco de dados para que a dificuldade na migração seje reduzida ao máximo.

  • Verificar Regiões e Teste de Ping  = Sempre fique atento para essa parte, realizar o deployment de qualquer objeto em um provedor de Cloud exige muito cuidado, minha recomendação é que você use os seguintes sites para saber a latência de comunicação com o DataCenter mais próximo até porque a maior preocupação será o tempo de resposta da aplicação assim como saber qual o DataCenter seus objetos iram residir.

Amazon AWS – https://aws.amazon.com/about-aws/global-infrastructure/http://www.cloudping.info/

Microsoft Azure – https://azure.microsoft.com/en-us/regions/ e http://www.azurespeed.com/

 

Assessment para Azure SQL Database

Após termos passados pelas recomendações gerais podemos entrar no DMA para iniciarmos um projeto para verificação de migração para o Azure SQL Database

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(Figura 1 – Criando um Projeto para Azure SQL Database)

Na próxima parte do processo, teremos 3 tipos de relatório, o primeiro verificando qualquer problema de compatibilidade “Check database compatibility”, segundo verificando se algumas features utilizadas na instância ou banco de dados podem impedir a migração “Check feature parity” e por terceiro recomendações de novas features no próprio PaaS, até o momento na versão do DMA 3.0 a mesma se encontra como [coming soon….] e por isso não pode ser marcada.

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(Figura 2 – Seleção do Tipo de Relatório para Migração)

Agora que selecionamos quais relatórios gostaríamos de ver, iremos conectar no servidor e selecionar o banco de dados que desejamos escolher para migração.

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(Figura 3 – Selecionando Fonte e Banco de Dados para Migração)

O processo irá realizar todas as verificações para a migração do banco de dados escolhido e irá nos mostrar um relatório completo de incompatibilidades, o processo será dividido em duas abas principais, a primeira chamada de SQL Server feature parity e a segunda de Compatibility issues.

Aba 1 – SQL Server Feature Parity

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(Figura 4 – SQL Server Feature Parity)

Dividido em duas partes, Unsupported features e Partially-supported features o intuito é mostrar quais features utilizadas atualmente não podem ser levadas para o modelo de PaaS (Azure SQL Database), vamos pegar uma como exemplo para que possamos entender melhor. Dentre os problemas listados podemos pegar o Buffer Pool Extension, nesse caso esse é um recurso nível Instance-Wide portanto o mesmo não estará presente no modelo PaaS do SQL Server, o que gosto no processo é que ele sempre sugere ou recomenda o que se pode fazer.

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(Figura 5 – Impacto e Recomendações para Migração do Banco de Dados)

Aba 2 – Compatibility Issue

Nessa parte realmente temos toda a lista de problemas que iram barrar a migração do banco de dados para o Azure SQL Database, aqui nessa parte é necessário que você entenda cada um dos problemas e resolva um por um, como isso é um projeto assim que você resolver o problema na base você pode rodar o assessment novamente e verificar se o problema listado irá sumir e ir modificando até não ter nenhum impedimento para prosseguir com o processo.

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(Figura 6 – Problemas de Compatibilidade para Migração)

Próximos Passos para Migração

Nos próximos artigos iremos ver uma vez que tenhamos o processo do Data Migration Assistant sem nenhum alerta ou issue, como faremos para:

  • Encontrar o Nível de Serviço para o Banco de Dados
  • Realizar a Migração dos Dados para o Azure SQL DB
  • Implementação de Alta Disponibilidade e Disaster Recovery
  • Realizar Tuning, Monitoramento e Otimização dos Processo

Até o próximo e se tiverem algumas dúvida ou questionamento por gentileza postem aqui.